A minha história...

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Decorria o ano de 1998 quando, regressada de uma viagem, verifiquei ter as glândulas parótidas inchadas dos dois lados. Contactei a minha médica de família que me marcou uma consulta maxilo-facial no Hospital Garcia de Horta.

Efectuados vários exames e após uma biopsia, o médico concluiu ter eu a Síndrome de Sjögren, dizendo-me no entanto não haver razão para preocupação.

Passaram alguns anos, e como a situação não melhorava fui aconselhada a consultar um reumatologista, iniciando a partir dessa altura um tratamento com vários medicamentos, entre eles um que deu origem ao aparecimento de pequeninas borbulhas vermelhas a partir dos pés, que foram diagnosticadas como sendo um pruído. Consultei então outro reumatologista e também este continuou a não valorizar o meu caso. Em face da situação procurei um dermatologista e o resultado foi exatamente o mesmo.

O que foi diagnosticado como pruído continuava a evoluir. Quando cheguei ao Instituto de Reumatologia, foi-me diagnosticado uma vasculite nos membros inferiores, com envolvimento neurológico periférico confirmado através de biopsia.
O estado avançado da vasculite determinou um tratamento mais agressivo para a sua desativação.

Verificou-se então o agravamento do meu problema neurológico, e acentuação da polineuropatia periférica axonal sensitivo motora, atingindo intensamente os membros inferiores, com maior incidência no do lado esquerdo e também no membro superior (mão) do mesmo lado.
As minhas defesas ficaram mais diminuídas e como consequência apanhei pneumonia dupla difícil de diagnosticar por ausência de sintomas, mascarados. Foi um desmaio que me levou de urgência ao hospital onde estive internada cerca de um mês nos cuidados intensivos e nos cuidados intermédios.

Olhos secos, boca seca, inchaço das parótidas, pés e pernas dormentes, dedos dos pés com sensação de queimadura, são sintomas que a todos devem preocupar e levar a consultar o seu médico.

Maria Alice Campos (associada da LPCDR)